terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GCM de Taboão da Serra ameaça entrar em greve por reivindicações



Os Guardas Civis de Taboão da Serra protestaram na noite desta terça-feira, dia 6, durante a sessão da Câmara Municipal. Cerca de 60 GCMs reivindicaram mudanças imediatas no estatuto da guarda e a volta de benefícios como a sexta parte, quinquênio, o pagamento de gratificação de nível superior, além da diminuição das horas de trabalho.

 
Câmara aprova estatuto e plano de carreira da Guarda Civil Municipal
 Guardas reclamam de perseguição após reivindicação
 
Vereadores participam de reunião com comando da GCM

No protesto desta terça-feira, os GCMs fizeram um “apitaço” durante o intervalo regimental e muitos chegaram a falar em “greve” e “aquartelamento”. Os vereadores se mostraram solidários aos guardas e muitos defenderam uma reunião urgente com o prefeito Evilásio Farias. “O prefeito tem que receber uma comissão, não podemos fechar os olhos para essas reivindicações que são justas”, disse Paulo Félix.Foto: Divulgação
No fundo do plenário, GCMs protestaram e pediram o atendimento das reivindicações

A insatisfação dos GCMs já se arrasta desde a mudança do estatuto, que foi votado em regime de urgência a pedidos dos próprios guardas. “A gente foi enganado, falaram que era uma coisa e na verdade era outra”, disse um GCM que pediu anonimato por medo de perseguição. O novo estatuto foi aprovado em agosto de 2010.

O vereador Olívio Nóbrega defendeu que a Câmara Municipal, através da Comissão Permanente de Segurança, convocasse o novo secretário de segurança pública, Coronel Silas Santana, para uma audiência pública na Câmara. “A prefeitura pode atender as reivindicações, basta querer”, disse. A audiência ainda não foi marcada, mas os vereadores devem definir uma data ainda nesta semana.

O estatuto próprio da GCM criou uma categoria diferenciada dentro do funcionalismo público, mas o que parecia ser um bom negócio para os guardas hoje é uma das maiores insatisfações da categoria. Há cerca de 20 dias, os GCMs já tinham conseguido, com o apoio da Câmara, a redução de 192 horas trabalhados por mês para 160, mas a alteração foi administrativa e não no estatuto.

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