quarta-feira, 9 de novembro de 2011

GCM de Santo André cogita iniciar paralisação



Fábio Martins
Do Diário do Grande ABC




A Guarda Civil Municipal de Santo André estuda dar início em paralisação nos serviços prestados na cidade. A medida seria para pressionar o prefeito Aidan Ravin (PTB) a atender a reivindicação da categoria: reclassificação da tabela de vencimentos. O salário base da guarda está fixado em R$ 1,2 mil. A classe tem se mobilizado há cerca de 20 dias no Legislativo para que a remuneração passe a R$ 1,9 mil, semelhante aos agentes de trânsito. O efetivo da corporação conta com cerca de 600 guardas.
A intenção de organizar a greve culminou após a guarda considerar infrutífera reunião com o chefe do Executivo. Segundo líderes do movimento, o petebista assegurou, em encontro na última semana, que a reivindicação é justa, porém que seria preciso estudo para atestar a necessidade do aumento, sem dar prazo para apresentar qualquer proposta para a GCM. Os guardas reclamam de desvalorização da categoria devido a exigência de conter nível de ensino fundamental completo, entretanto recebem o salário referente a quem possui fundamental incompleto.


Para a presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Santo André, Fátima de Carvalho, existe possibilidade real de paralisação, em razão da disposição em "brigar" pela causa, apesar de, no momento, nenhum guarda declarar oficialmente. "Se a Prefeitura não atender o pedido de reclassificação, eles já estão se mobilizando para parar. Estão insatisfeitos com a remuneração atual. Pela organização da classe, eles têm condições disso. Caso eles decidam (pela greve), Sindserv vai apoiar."




O secretário de Gabinete da Prefeitura, Nilson Bonome, afirmou que a administração petebista está disposta a manter diálogo para evitar a greve. "É uma situação que o secretário de Segurança (Adilson de Lima), que é para quem a guarda se reporta, para levar conhecimento do prefeito e fazer discussão para que esse tipo de ação não aconteça."



Aidan concedeu recentemente adicional de risco de vida de 25%. A guarda, contudo, pleiteava 40%. "Prefeito cedeu só meio termo e colocou pedra em cima da discussão, só que categoria verificou que está ganhando muito pouco", concluiu Fátima.
 

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